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Monday, June 06, 2011

Eternamente noutro lugar

estive a olhar para ti
por longos tempos sem conto
como em histórias que não são daqui
por um caminho que hoje não encontro

saudosas noites de luar
partilhadas na ignorancia de saber
cego por esse brilhar
que ainda hoje gosto sem querer

perguntas sem uma só resposta
monólogo de uma pessoa apenas
de quem a cabeça no ombro encosta
imaculado como açucenas

assim se espera cedo pensar
puro de ideias e pensamentos
com uma mente vazia como o mar
repleta de bons momentos

porque são esses que se guardam
quando não há mais para partilhar
perdidos na memoria ficaram
eternamente noutro lugar

e assim esqueço o que aconteceu
escrevo na mente uma folha vazia
fecho a sete chaves tudo o que é teu
dando passos largos para a utopia

Wednesday, May 25, 2011

Saudade

olho as luzes da cidade
com os seus padrões iluminados
lembro com grande saudade
momentos da terra dos fados

em dias em que o sol brilhou
muitas foram as emoções
algumas a minha mente guardou
outras não chegaram a recordações

outros dias menos felizes
com gotas de chuva nas janelas
lembro palavras que já não dizes
percorro a memória à procura delas

e se tiveres mesmo mudada
se achas que o passado foi um engano
penso eu que estas errada
nesse comum acto humano

lembro tanto essa palavra só nossa
cravada na lingua portuguesa
esperando que cedo também possa
matar saudades da tua beleza

e se para isso tiver de correr
ou por longas distâncias viajar
nada me vai impedir de te ver
nem força alguma de te abraçar

Thursday, April 14, 2011

Fitas

Eterna saudade agora desperta
de muitos momentos vividos passados
uma força enorme o peito te aperta
um suspiro sentido deixa teus olhos molhados.

numa fita...

Sunday, April 03, 2011

Fados de um jardim





hoje a névoa disfarçou o céu azulado,
num jogo de cumplicidade onde a lua tem seu papel,
destinados a uma longa eternidade lado a lado,
longe desta terra amarga como fel,
a janela permanece intacta, à espera do teu toque,
que recordo quente.
que lembra longas tardes em que o sol não dá lugar,
à lua, ao luar.
em que durante as horas finais ele rouba cada minuto,
como eu te roubo a ti,
para que possamos ficar mais um pouco acordados,
enquanto palavras tuas escuto,
como queria escutar aqui,
essa voz que me faz lembrar de fados.
sei que longe deles queres estar,
dona e senhora da razão,
mas há momentos em que não consegues evitar,
ouvir a voz do coração.